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Dois Prefeitos e Nenhuma Ponte

     Alguns escritores dizem que escrevendo conseguem encontrar a si mesmos. Que, ao escrever conseguem espantar seus demônios, transcender ao plano físico (blaaá). Eu, de minha parte, considerando que também escrevo e uma ou outra pessoa realmente lê todo o texto, digo que escrever é algo muito difícil, sobretudo quando você está sob um calor escaldante e com a cabeça com mil pensamentos. Contas pra pagar, o dinheiro do aluguel que você não tem, a falta de ânimo, a falta de tempo, a vida social interrompida. Sem contar uma infinidade de outras coisas que nos fazem desanimar. Mas o que realmente pesa na hora de escrever é, vejam só! Escrever. Começar a escrever um texto é uma coisa muito maçante, requer atenção total, por onde começar? Fazer a revisão do texto, seguir as regras ortográficas e gramaticais e uma porrada de outras coisas, honestamente não sei se faço isso corretamente, aí o telefone toca, chega mensagem no “zap”, nessas horas até e-mail chega. Talvez fosse mais fácil fazer um vídeo e publicar no Youtube, só que no momento também não tenho paciência para isso.
  Em Formoso do Araguaia a população está tendo que atravessar as ruas a nado. O prefeito, recém-eleito, destruiu a única ponte da cidade, isso ainda na época da eleição. E não é que o rapaz acabou se elegendo. A antiga ponte seria substituída por uma novíssima em folha, com toda a pompa e circunstância que a ocasião pedem. Eu diria que o prefeito que constrói fontes e pontes quer fazer seu nome e ser reeleito. Deixando de lado o caráter de censurar o prefeito, creio que podemos entrar no cerne do pensamento dele. Pode ser, e aqui eu utilizo o máximo do exercício cognitivo de vocês, que o prefeito, em um esforço hercúleo tenha tentado afastar a pecha de que prefeito de interior só faz ponte ou fonte.
 
corrupção-pontes-dinheiro-roubo

   Eu até que falaria sobre o carnaval, mas isso é assunto batido. Nesse mês oque também me chamou a atenção foi um outro prefeito, dessa vez de Sítio Novo. O danado foi sair da prefeitura, porque seu mandato estava acabando, mas antes de “vazar” sacou o que tinha na conta do munícipio. Vejam aí, a que ponto chegamos! Por que a gente é assim? Você vai preferir se excluir desse “a gente” e dizer que de agente só mesmo o 007 (depois dessa você vai desistir da leitura e não lhe tiro a razão, e ainda lhe dou a minha). Então, como dizia, o negócio governamental brasileiro tá tão doido que os políticos consideram que o caixa do município é seu saldo para aposentadoria. Só rindo mesmo, é rir pra não chorar. Brasileiro não desiste nunca, por isso continuo aqui no marasmo e no caos que é essa vida de cronistablogueiro-posmodernista-indo-póstupiniquim-anteca-anglo-cristão-sumerio-ante-muçumanico-pre-colombiano-semi-desnatado.

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Mariana, Machado de Assis

CAPÍTULO PRIMEIRO
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ausência. Tinha saído do Rio de Janeiro em 1872, e contava demorar-se até 1874
ou 1875, depois de ver algumas cidades célebres ou curiosas; mas o viajante põe
e Paris dispõe.  Uma vez entrando naquele mundo, em 1873, Evaristo deixou-se ir
ficando, além do prazo determinado; adiou a viagem um ano, outro ano, e afinal
não pensou mais na volta. Desinteressara-se das nossas coisas; ultimamente nem
lia os jornais daqui; era um estudante pobre da Bahia, que os ia buscar
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