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De Delação em Delação, Sigo Morando em Mansão

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        - Pelo título mais parece uma história do Chaves, disse Chaguinha. 

  Quando começo o texto penso logo em alguma coisa pra amenizar e aproximar nossos amigos leitores, (muito embora, a grande parte se constitua de pessoas de minha família e um ou outro robô do Google) faço isso para quebrar o gelo e tirar um pouco do aspecto sisudo das narrativas contemporâneas da atualidade (nessa hora o Prof Pasquale infarta). Antes de publicar minhas crônicas no entanto, costumo repassá-las ao meu amigo Chaguinha, este analisa e me diz quais são os pontos fortes e fracos do texto. Aquilo que é definitivamente desnecessário eu retiro, o que ele diz ser bom, eu mantenho. 
  
    Não sou muito de encurtar parágrafos para manter o padrão da internet (no máximo três linhas e lá vem parágrafo) mas hoje vou tentar fazer isso. Afigura-se que dar quebra de parágrafo apenas por dar, torna o texto chato e concluir um pensamento em três linhas é um martírio. 
  
  Como os senhores puderam notar, o parágrafo anterior não deu grandes informações, nesse eu nem sei o que dizer. Viram? Essa é a problemática das redações de hoje, como fazer um bom texto com vários parágrafos e encerrar um raciocínio em cada um deles. 


        A prisão é domiciliar e o meu banho de Sol é no SPA (título sugerido por Chaguinha)

    Lava-jato. Por vezes fiquei receoso de entrar em questões políticas, quando você agrada um desagrada outro. Sempre vai ter um parceiro que não está feliz  com o que você escreve, sempre, ou como diria Bon Jovi: Always. 
      
      A simples menção da palava no começo do texto já faz muitas pessoas ficarem alvoroçadas, ou porque são devotadas aos nobre pares de Curitola, ou porque não gostam deles e acreditam que a Polícia Federal está ultrapassando suas funções.

      Vos digo: as coisas que estão acontecendo no país precisam de muita calma. Isso porque os ânimos estão aflorados e qualquer coisa pode fazer explodir o barril de pólvora do país. Então vamos a história? Vamos lá. 

      Ainda há muita coisa para acontecer. Muitos casos para descobrir, escândalos para serem divulgados e diversas outras coisas. A dificuldade crescente que temos em manter a calma diante de opiniões divergentes é algo muito preocupante. 

     - Mas e a crônica em si, começa quando? Comentou Chaguinha. 

    Já é hora de entrarmos no cerne da crônica. Na verdade havia escrito ela na época dos acontecimentos do Mensalão, infelizmente, as lições e frases daquela época ainda são válidas para nossos dias atuais (quanta redundância professor Pasquale!). Alguns personagens mudaram, mas o ponto central do debate continua sendo o mesmo: A Corrupção, ou lá corrupcion como diriam os franceses de la Dilminha. 
   
     Ainda estamos falando dos nossos amigos políticos e dos X-noves. Aqueles que receberam a "delação premiada", que nada mais é que um prêmio pra quem entregar os amiguinhos do crime. Diversos políticos famosos entraram nessa. 

    Todo mundo sabe que os camaradas do Mensalão, os políticos claro, já estão aí na boa. E os que foram condenados tiveram "Prisão domiciliar", "Regime semiaberto" e ainda "Indultos natalinos" entre outras coisas. Zé Dirceu mesmo recebeu um tipo de "perdão presidencial", dado pela Dilminha.

     Outro dia estive conversando com "seu Maneu", pacato senhor que vende pastéis ali na Avenida JK. Seu Maneu é homem de cultura humilde, afeito ao trabalho do campo e sem muitas frescuras. Maneu disse que seu sobrinho estava mostrando o lugar onde um dos camaradas da Lava-Jato, o senhor Sérgio Machado, estava "preso". A chamada "prisão domiciliar", onde o camarada cumpre sua pena na própria casa. Seu Maneu disse:  Rapaz, mas o homi preso tá com mais mordomia que eu. 
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    E eu concordo com o nobre "Seu Maneu", o cara realmente tem o tino das coisas. É realmente interessante ver como as coisas são nesse país. Um homem honesto e trabalhador, que nunca cometeu um crime na vida, vive pior que o outro que deve suas mordomias às falcatruas e a corrupção. E sobre o texto, realmente a paragrafização internética é complicada, fechar a linha de raciocínio a cada três linhas é muito difícil, mas que podemos falar? Eu fico por aqui, ah, visitem o "Seu Maneu" na Jk. 









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Mariana, Machado de Assis

CAPÍTULO PRIMEIRO
     "Que será feito de Mariana?" perguntou Evaristo a si mesmo, no largo da Carioca, ao despedir-se de um velho amigo, que lhe fez lembrar aquela velha amiga.
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ausência. Tinha saído do Rio de Janeiro em 1872, e contava demorar-se até 1874
ou 1875, depois de ver algumas cidades célebres ou curiosas; mas o viajante põe
e Paris dispõe.  Uma vez entrando naquele mundo, em 1873, Evaristo deixou-se ir
ficando, além do prazo determinado; adiou a viagem um ano, outro ano, e afinal
não pensou mais na volta. Desinteressara-se das nossas coisas; ultimamente nem
lia os jornais daqui; era um estudante pobre da Bahia, que os ia buscar
emprestados, e lhe referia depois uma ou outra notícia de vulto. Senão quando,
em novembro de 1889, entra-lhe em casa um repórter parisiense, que lhe fala de
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