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Crônica do dia 02 de Março de 2017

Quatro Festas e Um Motoqueiro Fantasma

                A cada dia que passa o ser humano torna-se mais ousado, mais perspicaz e paradoxalmente (Aurélio neles!) parece que a cada dia que passa está mais burro (ou melhor, desprovido intelectualmente de aspirações cognitivas válidas). Pois bem, pois bem, continuo com minha velha mania de ler vez ou outra os jornais do pacato e parado Tocantins. Vamos a eles?

  (Doutor Pasquale não aconselha e afirma que esse parágrafo é gramática, ortográfica e morfologicamente errado. Não se pode começar parágrafo com parêntese. Mas a liberdade poética diz que tudo posso no leitor que me fortalece. O parágrafo de agora é apenas para quebrar o tom sisudo e maçante do anterior. Devo incentivar o leitor a ler toda a crônica, para ficar bem informado e se divertir pacas! (Que que é isso?), mas caso você não tenha tanto tempo livre, peço que ignore os parênteses e passe a vista apenas nos textos. O que está entre parênteses pode ser ignorado sem qualquer prejuízo para nossos amiguinhos e só para contrariar o mestre Pasquale vou cometer outro erro de pontuação, esse proposital. Vou fechar o parêntese com um colchete e sem ponto final]
                Que dizia? Ah sim, vamos as notícias do Tocantins. Aqui no mais recente estado da federação uma moça resolveu fazer uma festinha “não-surpresa” para comemorar seu aniversário (popularmente chamado de niver). Infelizmente a festa foi uma surpresa pra ela, porque ninguém compareceu ao evento. A aniversariante fez até bolo e quitutes apropriados á essas comemorações. No dia seguinte, tentando não perder os preparativos fez novamente a festa e adivinhem, ninguém apareceu novamente. Antenada ao marketing local e cheia de esperanças a moça resolveu remarcar a festinha, dessa vez temática e com causa social, o que sobrasse seria doado a uma instituição de caridade (calcule) e para sua surpresa (e para surpresa de Dom Drapper que sugeriu a idéia), novamente não compareceu a festança nem uma viva alma humana. Um cachorro que passeava pelo local acabou comendo boa parte dos quitutes. No dia seguinte (essa é brasileira e não desiste nunca) a mulher fez novamente a festa, dessa vez o cachorro do dia anterior apareceu com cinco amigos, também de quatro patas. A mulher agora afirmou que no ano que vem vai fazer quitutes com ração animal, dessa vez eu acho que vai bombar hein! Só para não destoar do título, digo que foi uma “festa fantasma”.
                E por falar em festa fantasma. Um camarada no carnaval resolveu dar uma de Nicolas Cage. O rapaz decidiu virar o motoqueiro fantasma e por pouco não vira um fantasma mesmo. Vejam só, o camarada estava rodando na BR de moto sem nenhum farol ou luz acessa, obviamente não deu certo. Um carro que passava pela estrada acabou batendo no motoqueiro. A polícia, que chegou ao local minutos depois, ficou sem compreender como foi que o rapaz conseguiu dirigir na BR sem nenhuma luz para auxiliá-lo. Um leitor mais anedótico deverá dizer que a luz divina o guiava e honestamente não lhe tiro a razão e ainda lhe dou a minha. Felizmente (será?) o rapaz não sofreu muito, mas sua moto acabou caindo em um barranco e virou sucata.

                {Segundo os cronistas renomados da nave-do-rubi eu deveria fazer uma ligação entre as duas histórias e terminar com algum tipo de lição para o enfadado leitor, mas deixo que sua mente trabalhe e pense por si mesmo em alguma coisa.}


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ou 1875, depois de ver algumas cidades célebres ou curiosas; mas o viajante põe
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