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O cão Pidão e o mendigo Fedorento

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Gosto de observar o que acontece ao meu redor e vez ou outra vejo coisas muito impressionantes, situações que aqueles que estão a  minha volta não conseguem perceber. Pois bem, outro dia peguei um ônibus (é meu meio de transporte, fazer oquê?), sentei no banco próximo à janela e pus meus fones de ouvido.

    Algumas ruas depois de minha casa vejo um homem, com a barba até o pescoço e um cachorro seguindo-o de um lado para o outro, percebo que, contrariando o senso comum, o cão é quem procura comida e entrega ao homem. Animais alimentando humanos, essa é a nossa era, o que dizer? Depois de alguns dias passando sempre no mesmo local á noite, entendi o esquema dos dois (do cão e do homem).  Aparentemente há um bar que vende espetinhos nos arredores e cabe ao cão abanar o rabo e pedir comida aos fregueses do estabelecimento. Depois que consegue  o espetinho o cão corre para o dono e este tira uma parte e lhe dá outra. Certo dia, resolvi falar com o camarada pra saber como ele treinou o cão, puxar um papo. Ele me contou que começou pedindo ele próprio aos clientes, mas que estes não lhe davam muita coisa e vez ou outra lhe chamavam de vagabundo e fedorento. Já a essa época ele tinha o Pidão (nome do cachorro) e repartia o que conseguia com ele. Depois de algum tempo ele percebeu que seria mais fácil fazer o cão pedir comida e depois comer o que ele conseguia.
 Um amigo meu, Chaguinha, ouviu essa minha história e decidiu também fazer uma visita aos dois. De posse de um cogumelo "sagrado" da Terra de Mario Bros ele disse que conversou com Pidão. Se ele realmente conversou ou teve uma alucinação não cabe a mim prospectar. O que me disse que disse que disse que disseste que disse que disse... desculpe tenho visto muito o seriado Chaves ultimamente. Enfim, que dizia? ... Ah sim, Chaguinha me disse que o Pidão lhe havia dito que a vida com Fedorento (nome que Pidão dera a ele) era boa, Pidão arranjava a comida e tinha que dividi-la, mas em troca Fedorento arrumava abrigo, o protegia dos outros cães de rua e lhe dava afeto e atenção.

  Pidão conta, segundo Chaguinha (tá parecendo jornal de repartição pública, "segundo fulano tal", mas aqui é essencial ressaltar que as informações possuem uma fonte fidedigna e confiável), ele conta que em um dia estava chovendo muito e tinha sido arrastado para dentro de um bueiro, e que só sobreviveu por causa do homem. Daquele dia em diante ele nunca mais abandonou o homem. 

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ou 1875, depois de ver algumas cidades célebres ou curiosas; mas o viajante põe
e Paris dispõe.  Uma vez entrando naquele mundo, em 1873, Evaristo deixou-se ir
ficando, além do prazo determinado; adiou a viagem um ano, outro ano, e afinal
não pensou mais na volta. Desinteressara-se das nossas coisas; ultimamente nem
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