Pular para o conteúdo principal

Desejos de Ano Novo

 Começo de ano é sempre igual, toda a rapaziada (peço desculpas pela informalidade, mas é ano novo) reunida comendo um peruzinho ou uma leitoinha (sem querer desrespeitar sua sogra). Coisa que me impressiona é que sempre temos mesa farta, boas risadas e conversas, por que não conseguimos isso em dias "normais"? Digo, não que as coisas fiquem tão apertadas que não possamos fazer um pequeno banquete ou coisa do tipo, mas não é a mesma coisa que quando reunimos nossa família e ficamos perto de nossos entes queridos e isso só ocorre em ocasiões festivas ou fúnebres.

 De uma forma ou de outra, acabamos por nos separarmos de quem amamos, saímos em busca de alguma coisa: instrução, dinheiro, paixão. Sempre nos perguntando: no final das contas, será que valeu a pena? Digo-lhes que não! Você deve buscar novos horizontes, é claro, mas não é preciso ir tão longe, nem permanecer lá tanto tempo. Afinal nossa família é nossa força, você pode ter de tudo, conseguir muito dinheiro, ter saúde e belas companhias, mas de que vale isso tudo?
 Algumas pessoas reclamam dessa época do ano, pelas piadas do tipo "é pavê ou pá come?", mas na verdade, se bem repararmos, esses momentos em família é oque justificam nosso trabalho duro durantes todos os meses. Poder chegar em casa, ver a família reunida, brincar e se divertir com quem amamos, isso é mais que qualquer outra coisa que possamos ter na vida.

E aí, tá gostando de nosso texto, 
acompanhe outras crônicas no nosso BLOG
Confira também nossa crônica MORTE ACIDENTAL

 Percebo desde algum tempo, que a maioria dos conglomerados, companhias, empresas ou corporações são feitas por uma família. Os grandes homens de nosso tempo tiveram sua descendência honrada e perpetua-se até hoje. Hoje as pessoas se individualizam, querem fazer grana para si e para o próprio conforto, no máximo pensam na sua prole direta, não nos seus irmãos, primos, tios. Pois bem, é aí que está o segredo das grandes famílias, seus progenitores não se preocuparam somente com sua descendência direta, mas souberam fazer prosperar todos aqueles que estão à sua volta.

 O importante disso tudo é sabermos que a nossa família é o bem mais precioso que podemos ter, e não importa os defeitos que ela tenha, todas as famílias tem seus altos e baixos. Não importa se você não possui uma família genética ou se seus pais não tem tempo ou não querem ter você por perto. O importante é que em algum momento de sua vida você se dará conta que sua família é um dos bens mais preciosos que você pode ter.

cronica-cidade-2016-2017-feliz-marrychristmans-feliznatal-natal-ano-novo-champanhe-


Breve poema de Ano Novo:


 Uva-passa ano passa
 Tudo passa nos também passamos
 Roupas passadas, carnes assadas
 O que se passa?
 É um novo ano que chega

 Desejo que você realize seus sonhos
 Desejo que você formalize suas decisões
 Desejo que você deseje para mim o que para você eu deseje
 Desejo que você possa ver além do túnel
 Desejo que você possa sentir que possa sonhar que possa sorrir
 Desejo que essas palavras façam sentido para você quanto fazem para mim
 Desejo que para as coisas boas você sempre diga sim.

Desejo-te um Feliz Ano Novo
Mas que seja um ano realmente novo
Com novas amizades, oportunidades, habilidades,
Desejo-te meu caro, minha cara, novas responsabilidades.
Novas escolhas, novos começos
Desejo-te tudo de bom e que todos os seus desejos se realizem esse ano.

1 comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A Coxinha Estragada

Acordei tarde hoje e desobedecendo meu costume não fiz almoço, então fui á lanchonete da quadra comer um salgado. Não que eu seja do tipo que se satisfaz fácil (as "primas" da zona que o digam), mas ordinariamente não como muito no almoço, prefiro comer mais na janta, assim posso dormir de "bucho cheio" como diria seu "Maneu".

 Quando cheguei havia apenas uma coxinha na estufa, e estava exuberantemente convidativa, talvez pela minha fome, ou por ser a última, o aspecto geral me agradou. Também me agradou a moça que estava atendendo, bastante simpática, bonita a bicha ó, dessas de tirar o fôlego. Aparentemente estava em treinamento, porque tinha uma senhora de mal-humor e um cigarro, inapropriadamente perto da comida, na boca, que lhe dizia tudo o que ela tinha que fazer.

 Peguei a coxinha, paguei e fui andando e comendo, pouco depois da segunda mordida, quando chegamos na parte do recheio, para minha decepção o frango estava azedo e quase vomito ali mesmo.…

Para Gostar de Ler, Vol. 5

Carlos Drumond de Andrade
Fernando Sabino
Paulo Mendes Campos
Rubem Braga
PARA GOSTAR DE LER
Volume 5
editora ática
Crônicas
Edição de texto
Jiro Takahashi
Edição de arte
Ary Almeida Normanha
Antônio do Amaral Rocha
Mario Cafiero/ilustração da capa
Aderbal Moura/ilustrações internas
René Etiene Ardanuy e
Mara Patrícia Seixas/arte final
Colaboração na seleção
de textos
Edson Lima Gonçalves
Francisco Marto de Moura
Icléa Mello Gonçalves
Ilka Brunhildo Laurito
Irene Uematsu
José Inaldo Godoy
José Luiz Pieroni Rodrigues
Laiz Barbosa de Carvalho
Sara Ortiz Capellari
EDITORA AFILIADA
Impressão e acabamento
GEOGRÁFICA
Fone (011)716-0533
ISBN 85 08 00123 1
1998
Todos os direitos reservados pela Editora Ática
Rua Barão de Iguape, 110- CEP 01507-900
Caixa Postal 2937 — CEP 01065-970
São Paulo - SP
Tel.: (011) 278-9322 - Fax: (011) 277-4146
Internet: http://www.atíca.com.br
e-mail: editora@atica.com.br
5
A crônica não é um"gênero maior". Não se imagina uma literatura
feita de grandes cronistas, que lhe dessem o brilho universal…

Nenhum Vento pode Apagar, Nelson Rodrigues

NENHUM VENTO PODE APAGARQuando ando de táxi, sinto uma euforia absurda e terrível. Isso vem
de longe, vem de minha infância profunda. Bem me lembro dos meus seis,
sete anos. Meu pai deu um passeio de táxi, com toda a família; e eu, na
frente, ao lado do chauffeur, teci toda uma fantasia de onipotência. Repito: o
táxi ainda me compensa de velhas e santas humilhações.
O ônibus, não. Quando ando de ônibus (e, às vezes, só tenho o
dinheiro contadinho do ônibus), viajo como um ofendido e sou, realmente,
um desfeiteado. É uma promiscuidade tão abjeta, que eu diria: o ônibus
apinhado é o túmulo do pudor. “Exagero”, dirão. Paciência. Mas quando eu
passava fome, queria ser rico, e não para ter palácios ou andar de Mercedes.
A minha obsessão nunca foi a Mercedes, nunca foi o palácio. Simplesmente,
queria andar de táxi e nada mais.
Fiz a introdução para referir certa viagem de ônibus. Precisava ir à rua
Mariz e Barros. Como tinha pouco dinheiro no bolso, apanhei um ônibus e lá
vim eu, em pé, pendurado numa ar…